a rua e o futebol: o que a gente aprendeu filmando torcidas com Rexona e DM9

Tem coisa que não dá pra gravar só com câmera. Você precisa estar perto o suficiente pra sentir.

Quando a DM9 chamou a gente pra criar com Rexona uma série no calor das torcidas, eu soube na hora onde isso precisava acontecer: antes do apito, do lado de fora, no meio do povo. Onde a resenha é verdadeira, a superstição tem cargo e o ritual começa bem antes do jogo.

E pra mim esse job tem um gosto especial. Eu sou apaixonada por futebol num nível bem pouco saudável. Comecei a jogar com 7 anos, fui atleta amadora por anos, meu último campeonato foi aos 21. Então trabalhar com esporte, e com futebol principalmente, é aquele sonho de criança que cresceu, ganhou agenda e voltou em forma de trabalho. Eu olho e penso: tá, era isso aqui que eu queria. Só que agora eu tenho câmera, roteiro e responsabilidade.

E futebol sempre faz esse truque com a gente: ele mistura memória com presente sem pedir licença.

FUTEBOL

X REXONA

FUTEBOL X REXONA

Por que estar na rua muda o jogo

O entorno do estádio é um universo. Tem camisa da sorte, tem o amigo que chega atrasado todo jogo, tem promessa repetida há 10 anos (“se ganhar hoje eu nunca mais reclamo”), tem abraço, tem sprayzada, tem aquele “é hoje” que arrepia como se fosse estreia.

E tem uma coisa que eu aprendi rápido fazendo isso: torcida não é cenário. Torcida é história. Se você tenta “usar” a arquibancada como figurante, fica estranho na hora. Mas se você chega pra acompanhar o ritual, tudo encaixa.

No nosso caso, a ideia era essa. Não interromper. Acompanhar.

A sprayzada entrava como gesto de confiança. Uma preparação real, do corpo, da cabeça, do “tô pronto, pode vir pressão”. Isso é Rexona falando o idioma certo. Não o idioma de anúncio, mas o idioma da vida.

cultura tem regras próprias

Primeiro: o ritual é mais forte que qualquer roteiro. Você pode chegar com plano, shot list, ideia linda. A rua te lembra que a cena é viva. O que manda é o ritmo do lugar.

Segundo: a confiança é coletiva. Torcida é uma fábrica de coragem emprestada. Um puxa o outro. Você vê isso no grito, no abraço, no desconhecido que vira amigo em 30 segundos, naquele “tamo junto” que não precisa de apresentação.

Terceiro: representar não é só mostrar gente. É mostrar o jeito. O detalhe. O olhar. A pessoa acredita quando se reconhece de verdade, não quando se vê “bonita”.

E é por isso que conteúdo de esporte funciona tão bem no digital quando é feito do lado certo da história. O lado de dentro.

Tour do Futebol: um roteiro de viagem com passaporte carimbado

A série virou um mini passaporte carimbado do futebol brasileiro. Cada lugar teve um sotaque emocional:

✈️🖤🤍São Paulo, Itaquera (Neo Química Arena) |

✈️ ❤️🖤🤍São Paulo, MorumBIS

✈️ 🖤❤️Rio de Janeiro, Maracanã

✈️ 🤍❤️Porto Alegre, Beira-Rio

✈️ 🤍🖤Belo Horizonte, Arena MRV


O que muda de cidade pra cidade não é só o estádio. É o jeito de torcer, o jeito de falar, o jeito de entrar no jogo antes do jogo começar. E pra quem trabalha com conteúdo, isso é ouro. O Brasil é grande demais pra caber num único tom.


Entregas (na prática)

  • 5 vídeos 9:16 (até 60s)1 por cidade/jogo, cada um com a cara da sua torcida.

  • Banco de fotos para as capas dos Reels e desdobramentos de social.

  • Captação smart, edição, motion de legendas e sound design by HV.

E o final? Final feliz … e com cheiro de gol

A estratégia funcionou: campanha criada e produzida para os canais digitais da Rexona com humor, emoção e representatividade torcedora. Quando a marca deixa a cultura guiar, o conteúdo joga junto e o feed não abandona. 🙌

⚽Pra salvar

  • Futebol começa no entorno, não no apito.

  • Torcida é personagem principal.

  • Marca entra melhor quando acompanha o ritual, não quando invade.

  • Cada cidade tem um jeito de torcer, e isso muda a narrativa.

  • O melhor conteúdo de rua é o que sabe quando observar e quando sumir.

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